quarta-feira, 25 de maio de 2011

O rio segue seu curso!


Por que às vezes nos parece tão difícil assumir um erro, começar de novo ou deixar para trás um fato do passado?
Uma idéia que persiste um sentimento que insiste uma ferida que não sara. O tempo passa e a dor permanece, às vezes nem ao menos diminui.
Algumas pessoas parecem possuir uma estranha forma de viver, elas vivem no passado, sobrevivem de lembranças.
Há uma dificuldade em perceber que o rio segue seu curso e não existe retorno das águas. As águas, simplesmente se permitem seguir em frente.
A perda do objeto amado por um final de relacionamento ou pela morte física de um corpo, perdas de trabalhos, da adolescência e também da infância.
É como se essa pessoa nunca conseguisse subir um degrau em uma escada ou pegar o elevador rumo a um andar diferente. Permanece no mesmo espaço.
Vivem rodopiando na dança do “talvez” “amanhã” “eu não consigo”, “está difícil”
Alguns passos sem ritmos, outros em ritmos descompassados, mas sempre em círculos, sempre no mesmo lugar.
Temos muito a aprender com as águas que simplesmente passam, correm por vários caminhos, sem que com isso deixem de cultivar por onde passam as flores, os peixes e as coisas que verdadeiramente valem à pena.